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domingo, 10 de junho de 2012

ReinventaSe



A gente se acostuma a ser o que é, pensar sempre do mesmo jeito, agir ou reagir de forma previsível e acaba acreditando que é tudo assim mesmo e que  temos até um certo controle.
Mas chega uma hora que a vida fica meio turva e você é obrigado a mudar! Mudar de jeito, de idéia, de postura ou tática...
É hora de encarar os medos, superar traumas, “desapegar” e se reinventar!
Você descobre que cultiva hábitos que já não fazem sentido, tem manias chatas, sim, repete comportamentos que não condizem com seu amadurecimento, continua falando que é “isso” ou “aquilo”, mas não pára pra pensar se ainda é mesmo.
Então é hora de admitir erros, aceitar que histórias acabaram, pessoas se foram e você não pode fazer absolutamente nada.
Também vale reconhecer acertos, reafirmar o amor próprio, dar um “oi” pra auto- estima, se olhar de outro ângulo, descobrir novas perspectivas e chutar pra bem longe todas as expectativas, essas monstrinhas devoradoras de bom senso que arrotam frustrações.
Perdoe. E principalmente, perdoe-se.
Levate a cabeça, encha-se de coragem pra ser o que acha que não é, para viver coisas que achava que não ousaria. Encontre forças pra sorrir com verdade, pra cantar com alegria, pra acreditar com entusiasmo. Busque serenidade e calma pra enfrentar aquela vontade de deixar tudo como está e siga em frente com determinação.
A vida muda o tempo todo, você também precisa mudar.
Existem tantas possibilidades, você pode ser “tantas outras”, “muitas novas”, ou até conservar “algumas antigas”, mas é infinitamente importante que você se arrisque em outras histórias, invista em novas descobertas, aposte no que é novo e inusitado, sinta-se livre pra viver e se descubra completamente diferente!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Só eu mesmo!


Eu posso transformar
pingo de chuva em tempestade,
mas posso, num segundo,
encontrar felicidade.

Eu sei fazer noite escura
virar sol de verão.
Planto sementes de sonho sem
saber que realidade darão.

Pra mim, sorrisos são promessas,
olhares são carinhos.
Acredito nos meus passos
mesmo desconhecendo o caminho.

Eu invento motivos e
enxergo intenções,
faço de conta que entendo
sem haver explicações.

Eu crio mil fantasias,
sonho dormindo e desperta.
Vivo misturando histórias e
morro em cada ilusão descoberta.

Às vezes me surpreendo com
atitudes e reações a esmo,
mas aprendi que a maior felicidade
é gostar de si mesmo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Acordo

        Fiz um acordo comigo mesma.
Não vou mais me enganar nem me enrolar com conversinha fiada. Nada de meias palavras, meias verdades e muito menos ilusões inteiras.
Quero tudo as claras!
Eu sei do meu valor, sei o que eu mereço e não vou aceitar nada menos que a plenitude de dormir em paz e acordar sorrindo sem motivo especial.
Resolvi dar uma trégua a mim mesma e parar de me sabotar, mas impus uma condição: que eu me respeite, sempre!
Já era hora de botar um ponto final nessa história sem graça de “viver o momento”, e colocar reticências na possibilidade de viver feliz na minha companhia.
Chega de tentar justificar os erros dos outros, fingir que não percebeu a falta de respeito, engolir aquela falta de consideração pra não vomitar uma resposta mal criada. Não vou mais fazer de conta que não vi.
Trato é trato. Não vou quebrar o pacto de fidelidade a mim mesma, nem pensar em me passar a perna quando eu estiver distraída. E se tem uma coisa que eu preciso fazer, é me distrair... Passar um tempo só prestando atenção em mim mesma, valorizando meu sossego e meus sorrisos, sem tentar mudar coisas ou pessoas que não podem nem querem ser mudadas.
A gente se envolve em situações complicadas e muitas vezes desnecessárias, e vai se afundando mesmo sabendo que a parte rasa e a escadinha ficam do outro lado.
Entendi que tudo que vem na hora certa é bem aproveitado. O que vem antes do tempo pode ser negligenciado, e o que demora demais pode levar ao desinteresse. E tem coisas que simplesmente não acontecem.
O bom é que uma hora a luz se acende, a “luzcidez” volta e nos damos conta que estamos numa história que não é a que escolhemos pra nós. É hora de mudar de rumo, alterar a rota da viagem e seguir adiante.
Resolvi discutir a relação que tenho comigo mesma, exigir de mim mesma o amor que eu espero dos outros. Vou me ouvir mais, me entender mais, ser mais tolerante comigo e me amar como eu sou, afinal, vai ser muito difícil encontrar alguém como eu!
Falei pra mim mesma tudo que eu merecia ouvir. Não foi fácil, mas disse todas as verdades na minha cara, até aquelas coisas que a gente acha que não têm que ser ditas.
No final das contas, fiz as pazes comigo mesma. Prometi que vou melhorar, mas que eu não me pressione demais, as mudanças lentas costumam ser mais duradouras.
O importante é que me entendi comigo, voltei a ser leve, rir de mim mesma e pensar no futuro breve, no futuro á longo prazo e em tudo de bom que eu sei que está reservado pra mim.
Então fica combinado assim: vou seguindo minha vida do meu lado.
Feliz!
        

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Mapa


Por que será que é tão difícil para um adulto lembrar o que ele fazia na infância/adolescência, antes de chamar a atenção de uma criança?
Eu sei de cor todo aquele discurso de "falo isso porque quero o seu bem", ou "eu sei o que é bom e o que é ruim...", ou ainda, "não quero que meu filho passe pelo que eu passei..." Até concordo que em certas horas, não tem como fugir disso. Ensinar, educar, apoiar, é sempre muito bem vindo, mas essa coisa de querer impor pontos de vista, oprimir vocação, empurrar fórmulas e frases feitas, certamente não funciona.
É bronca por causa da música alta, da bagunça no quarto, do palavrão...
É castigo por não fazer a lição de casa uma única vez, para curtir uma tarde com a turma...
É gritar para não ter que ouvir o outro lado da história, simplesmente porque o vizinho é uma pessoa séria, ocupada e sabe o que está dizendo.
Ah... Frustrada tentativa de esconder a vontade de fazer tudo isso, e saber que a idade já não permite. Que coisa feia...
"Aborrecência". Hoje essa fase é um aborrecimento? Mas já foi bem divertido, né?
Deve ser chato mesmo ver que o tempo passou e que agora você está do outro lado, principalmente porque esse lado já foi tachado de autoritário, careta, intolerante e antiquado, por você mesmo.
Relaxe!
Todo mundo já contou mentira, soltou bombinha, derramou suco na toalha da mesa, rasgou o joelho da calça nova, errou o alvo de uma pedra, chegou mais tarde do que podia ou falou o que não devia.
Não é crime tirar uma nota vermelha, quebrar a vidraça alheia, namorar escondido ou patinar no carpete. Releve!
É preciso saber equilibrar as coisas nessa vida, parar de agir como se tivesse sempre absoluta certeza de que seus pensamentos e atos são corretos, e que não há nada no seu passado que possa te desmentir.
Não obrigue seu filho a comer berinjela se você não come jiló. Curtam um sanduba com milk shake de vez em quando.
Não condene sua filha pelo namorado roqueiro, se você namorou um hipponga. Gosto e mau gosto são conceitos bem relativos, né?
Não deboche do cabelo raspado tipo Ronaldinho, se você já deixou o seu crescer tipo Rauzito. Dividam a coleção de boné.
Não implique com o CD do Marcelo D2, se você ainda tem o vinil dos Elvis (e nada de comparações, por favor!). Ouçam Tom Jobim juntos.
Isso é educar, e vale mais que mil palavras.
É necessário crescer junto, reviver, repensar, mostrar o caminho à frente sem querer apagar as próprias pegadas. Tente compreender hoje como já quis ser compreendido um dia. Não diga frases que ouviu de seus pais sem esperar dos seus filhos, respostas que você já deu.
Deixe livre, mas esteja por perto. Incentive a individualidade, mas incuta responsabilidade. Seja firme quando for preciso, mas seja confiável sempre. Não confunda sinceridade com insensibilidade. E, principalmente, tenha muita paciência. Para tudo. Para sempre.
É difícil, eu sei, mas confie. E se você chegou até aqui, ele (a) também chegará. Lembre-se apenas, que agora você tem um mapa, ele (a) não. E não é que mesmo assim, você ainda erra o caminho de vez em quando?