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domingo, 7 de agosto de 2011

Luz!



A luz do dia.
A luz do sol.
A luz da lua.
A luz do fogo.
A luz do lampião.
A luz de velas.
A luz das estrelas.
A luz elétrica.
A luz da vida.
A luz eterna.
A luz que ilumina.
A luz que aquece.
A luz que fertiliza.
A luz que esclarece.
A luz que queima.
A luz que guia.

À meia luz,
a luz que eu espero,
a luz que eu mais quero,
é a luz que te traz,
a luz que te faz,
a “luzcidez” que me apraz!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu passo...

 
Tem coisa que a gente tem que deixar nas mãos de Deus, do Cosmos, do destino, do acaso... 
Sei lá quem cuida do que não depende de nós!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sem Tempo


Ando tão sem tempo,
tão sem espaço...
Esmagada pela agonia da pressa,
espremida pela falta de horizonte.
Viver aqui é como estar
num quarto sem janelas.
As luzes estão sempre acesas e
nunca se sabe se é dia ou noite.
Ar condicionado,
sem cheiro de flor ou maresia.
Plantas artificiais tão perfeitas!
Quase me enganam.
Realidade virtual,
informação vital,
vida brutal.
Não preciso ter acesso a tudo,
não faço questão de tanta rapidez,
nem gosto tanto assim de certas
facilidades da “vida moderna”.
Prefiro a simplicidade do
lápis, da lenha e da vela.
Aprendi a reconhecer a
segurança e o sabor que
só a maturidade dá.
Bom mesmo é casa com quintal,
jardim, bicho e... tempo.
Descansar a mente revolvendo a terra,
renovar a alma semeando a flor,
recriar a vida misturando amor.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Mapa


Por que será que é tão difícil para um adulto lembrar o que ele fazia na infância/adolescência, antes de chamar a atenção de uma criança?
Eu sei de cor todo aquele discurso de "falo isso porque quero o seu bem", ou "eu sei o que é bom e o que é ruim...", ou ainda, "não quero que meu filho passe pelo que eu passei..." Até concordo que em certas horas, não tem como fugir disso. Ensinar, educar, apoiar, é sempre muito bem vindo, mas essa coisa de querer impor pontos de vista, oprimir vocação, empurrar fórmulas e frases feitas, certamente não funciona.
É bronca por causa da música alta, da bagunça no quarto, do palavrão...
É castigo por não fazer a lição de casa uma única vez, para curtir uma tarde com a turma...
É gritar para não ter que ouvir o outro lado da história, simplesmente porque o vizinho é uma pessoa séria, ocupada e sabe o que está dizendo.
Ah... Frustrada tentativa de esconder a vontade de fazer tudo isso, e saber que a idade já não permite. Que coisa feia...
"Aborrecência". Hoje essa fase é um aborrecimento? Mas já foi bem divertido, né?
Deve ser chato mesmo ver que o tempo passou e que agora você está do outro lado, principalmente porque esse lado já foi tachado de autoritário, careta, intolerante e antiquado, por você mesmo.
Relaxe!
Todo mundo já contou mentira, soltou bombinha, derramou suco na toalha da mesa, rasgou o joelho da calça nova, errou o alvo de uma pedra, chegou mais tarde do que podia ou falou o que não devia.
Não é crime tirar uma nota vermelha, quebrar a vidraça alheia, namorar escondido ou patinar no carpete. Releve!
É preciso saber equilibrar as coisas nessa vida, parar de agir como se tivesse sempre absoluta certeza de que seus pensamentos e atos são corretos, e que não há nada no seu passado que possa te desmentir.
Não obrigue seu filho a comer berinjela se você não come jiló. Curtam um sanduba com milk shake de vez em quando.
Não condene sua filha pelo namorado roqueiro, se você namorou um hipponga. Gosto e mau gosto são conceitos bem relativos, né?
Não deboche do cabelo raspado tipo Ronaldinho, se você já deixou o seu crescer tipo Rauzito. Dividam a coleção de boné.
Não implique com o CD do Marcelo D2, se você ainda tem o vinil dos Elvis (e nada de comparações, por favor!). Ouçam Tom Jobim juntos.
Isso é educar, e vale mais que mil palavras.
É necessário crescer junto, reviver, repensar, mostrar o caminho à frente sem querer apagar as próprias pegadas. Tente compreender hoje como já quis ser compreendido um dia. Não diga frases que ouviu de seus pais sem esperar dos seus filhos, respostas que você já deu.
Deixe livre, mas esteja por perto. Incentive a individualidade, mas incuta responsabilidade. Seja firme quando for preciso, mas seja confiável sempre. Não confunda sinceridade com insensibilidade. E, principalmente, tenha muita paciência. Para tudo. Para sempre.
É difícil, eu sei, mas confie. E se você chegou até aqui, ele (a) também chegará. Lembre-se apenas, que agora você tem um mapa, ele (a) não. E não é que mesmo assim, você ainda erra o caminho de vez em quando?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Chega de ser adulta!



Outro dia me disseram que eu sou muito criança...
Sou mesmo!
Então agora decidi não quero mais conta em banco, salário nem as responsabilidades que a independência traz.
Quero saber só o que realmente importa: contar de 1 á 10, o nome das cores, as cantigas de roda e o que eu vou ganhar no Natal.
Quero a simplicidade do cofre de porquinho, a ansiedade da festa de aniversário e a certeza da realização de todos os meus sonhos.
Minhas prioridades voltarão a ser lição de casa, álbum de figurinhas e brincadeira, não necessariamente nessa ordem.
Quero os doces que minha avó fazia, férias duas vezes por ano e o colo do meu pai. Quero sorrir e amar sem esperar nada em troca.
Cair, levantar, limpar o joelho e continuar, se alguém me estender a mão, aceitar sem receio.
Quero nunca poder imaginar a dor de perder alguém querido pelo caminho.
Brincar de faz de conta, bolinha de sabão e barquinho de papel.
Vou fazer birra, bater o pé e teimar em andar descalça. O máximo que pode acontecer, é perder o direito de ver televisão por uns dias.
Eu nem queria mesmo!
Quero repetir a sobremesa sem me preocupar se vou engordar. Dormir com a certeza de que Deus está no céu e amanhã tudo vai estar no mesmo lugar.
Quero só o que for simples, fácil e divertido. E quero todos os sonhos do mundo!
Vou fazer cabana de cobertor, guerra de almofada e roubar cereja de bolo.
Quero minha coleção de bonequinhas de papel e minha preciosa caixa de lápis de cor, com 36 cores diferentes!
Chorar? Só por três motivos: tombo, bronca e recuperação.
Medo? Só de três coisas: filme de terror, barata e escuro.
Quero fazer uma nova descoberta a cada dia e voltar a ser feliz apenas por ignorar qualquer possibilidade de não o ser.
Inventar histórias, inventar mundos, embarcar em cauda de cometa e fazer pedido pra estrela cadente.
Rolar no chão com meu cachorro, sujar a roupa de sorvete e encher o cabelo de nó com a cabeça pra fora do carro.
Quero crer na honestidade, no poder da boa vontade e ter certeza que ser adulto está pra lá de onde o vento faz a curva.
Vou ser criança pra sempre.
Tem coisa melhor?

Quem quer brincar comigo levanta a mããããããoooo!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eu

(Arrival of the Flower Ship)

Vivo de criar e imaginar...
Vôo em bolha de sabão,
pego carona em cometa,
embarco em conversa fiada
e barquinho de papel.
Acredito no que invento,
corro atrás de ilusão,
pesco sonho com rede
e vejo até onde não tem.
Perco-me em lembranças,
fotos e imagens...
Encontro-me em praias,
palavras e perfumes...
Sofro de saudade aguda
do que eu fui,
do que eu ainda não vi
e do meu pai.
Tento crescer e me espalhar,
temo me distanciar,
então me agarro
no abraço de alguém.
Somo desejos, diminuo enganos
mas sempre erro na conta e
acabo sem nada!
Vou levando, vivendo...
Tentando acreditar que meu dia vai chegar...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Coração Emprestado


Não quero ter que explicar,
não vou pedir ou suplicar...
Quero que seja por ser
e que venha pra valer!

Às vezes tenho toda certeza.
De repente, você vira a mesa!
Tenho medo de falar
e ver você se afastar.

Preciso saber pra que lado ir
antes de chorar ou rir,
mas também não me negaria
se fosse só por um dia.

Quando penso, até acredito...
depois vejo que omito.
Sonho, imagino, invento....
mas se você quiser, eu tento!

Não preciso de quase nada,
só o som da sua risada.
Um beijo também aceito...
Ah! E traga seu coração pro meu peito!

domingo, 11 de maio de 2008

Perto do Fogo



Eu me apaixono pela
possibilidade de me apaixonar.
Eu desejo a
sensação de desejar
e me entrego ao
prazer de me entregar.

Nunca sei o que vai dar.

Desconheço a lógica,
ignoro a razão,
passo pela realidade e
finjo que não vi.
Ouço a verdade e
finjo que não entendi.

Nunca sei o que vai dar.

Assim é minha vida,
feita de riscos e incertezas.
Adoro estar perto do fogo!
Talvez eu saia chamuscada,
mas é melhor do que
passar a vida toda
sentindo frio.